terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Sally e a Sombra do Norte – Philip Pullman


         “Sally e a Sombra do Norte” é o segundo livro da série “Os Mistérios de Sally Lockhart”, escrita pelo autor Philip Pullman, que também escreveu “A Bússola de Ouro”.
         Sally é uma garota que se tornou órfã aos 16 anos, tendo seu pai sido assassinado. Tentando descobrir os culpados Sally acaba por se meter em grandes confusões que a colocaram sua vida em risco. Para resolver o mistério a menina precisou contar com a ajuda de dois jovens rapazes, Frederick Garland e Jim Taylor.
(Para entender melhor sobre o primeiro livro clique aqui para ler a resenha de “Sally e a Maldição do Rubi”.)
        
         “Sally e a Sombra do Norte” acontece 6 anos após os eventos do livro anterior. Sally, Frederick e Jim tornaram-se grandes amigos e Sally conseguiu montar um escritório de consultoria financeira, algo muito incomum para as moças da época, que mal haviam ganhado o direito de cursar o ensino superior (apenas cursar, as moças não se formavam como os homens), e Jim e Fred agora trabalhavam juntos como investigadores particular.
         O livro começa com dois mistérios: uma cliente de Sally perdeu todas suas economias em um investimento aparentemente muito seguro e promissor e Sally pressente que o acontecimento não foi acidental, e sim um golpe. Enquanto isso, Frederick e Jim investigam o caso de um mágico que está sendo perseguido e ameaçado de morte.


         O desenvolvimento da história é de certo modo satisfatório. Uma leitura fácil e agradável, porém não posso esconder minha decepção. Como terminar essa resenha sem ser injusta e principalmente sem contar spoilers?
Digamos apenas que eu estava gostando do livro até certo acontecimento entre as últimas 60 páginas, acontecimento esse que me fez perder a vontade de ler. Eu me apeguei a certas coisas que o autor não julgou muito necessárias, e a partir daí, já com aquela sementinha de raiva e decepção plantada no fundo de minha mente eu acabei por não gostar nem um pouco do final, que julguei como sendo um tanto clichê, previsível.
         A resolução de ambos os mistérios foram insatisfatórias e eu não pude evitar pensar coisas maldosas como “Não, claro que isso não aconteceria! Sua (má) vontade de terminar de escrever esse livro parece tão grande quanto a que eu tenho de terminar de ler! O que foi? Cansou de escrever, chutou o balde e resolveu terminar de qualquer jeito?” (Sim, algumas dessas coisas eu realmente disse em voz alta tamanha minha indignação).
         O mistério do primeiro livro foi muito mais bem elaborado do que Sally e a Sombra do Norte, coisa que eu havia percebido mesmo antes do acontecimento fatídico, mas antes não estava me importando muito. O autor dá voltas e voltas para chegar a um resultado um tanto quanto sem graça. Se você estiver com vontade de ler o primeiro livro eu apoio muito sua decisão, vá sem medo, porém, se quiser tentar o segundo você está sozinho nessa, deixo por sua conta e risco.


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